Um servidor público do Departamento de Polícia Penal do Estado do Paraná foi condenado a 32 anos, 11 meses e 15 dias de prisão.
Ele foi investigado por fraudar concessões de benefícios para presos em Londrina, no norte do Paraná.
Segundo o Ministério Público do Paraná , o homem também foi condenado a perda do cargo público.
Ele atuava como técnico administrativo no sistema penitenciário, com passagens pela Vara de Execuções Penais e pelo Centro de Reintegração Social de Londrina .
Conforme o MP, o servidor adulterava dados para favorecer os detentos, usando o acesso a sistemas oficiais como o Processo Eletrônico Judiciário , Sistema Eletrônico de Execução Unificado e o sistema de monitoramento eletrônico .
Com isso, segundo o MP, ele conseguia adulterar áreas de circulação de tornozeleiras e acelerava pedidos de soltura em troca de propina, por exemplo. O MP apontou que o servidor tomou atitudes como:
Justificativas fraudulentas de faltas cometidas durante o monitoramento eletrônico;
Inserção de dados falsos no sistema SAC-24 para ampliar áreas de circulação e horários de detentos sem autorização judicial;
Intervenção direta para acelerar a tramitação de pedidos de benefícios e redução de penas;
Fraude em atestados de comparecimento para detentos em regime aberto.
O servidor foi condenado pelos crimes de corrupção passiva majorada, inserção de dados falsos em sistema de informações e falsidade ideológica de documento público.
(ArnaldoS-RadioEducadora/ com inf. G1)