A adoção de ovitrampas como ferramenta de monitoramento do Aedes aegypti marcou uma mudança na forma como Toledo conduz o enfrentamento à dengue.
Implantado a partir de agosto de 2025, o sistema já está presente em todas as áreas urbanas da sede e do interior e substitui a lógica baseada principalmente em visitas periódicas por um modelo orientado por evidências.
Dessa forma, é possível direcionar as ações para áreas com maior risco de circulação do mosquito causador desta doença, bem como da febre chikungunya e do zika vírus.
O diretor de Vigilância em Saúde, Junior Palma, avalia que a implantação do novo método representa a transição para uma atuação territorializada e baseada em inteligência epidemiológica.
Toledo saiu de uma lógica de ampla cobertura para uma lógica de inteligência epidemiológica territorial, com maior efetividade, comparou Junior Palma.
O novo sistema possibilita estratificação de risco por microterritório, priorização técnica das áreas críticas, intervenções antecipadas e tomada de decisão baseada em dados entomológicos sistematizados.
Os dados mais recentes indicam que em janeiro deste ano foram realizadas 12.615 vistorias em imóveis e 667 inspeções em pontos estratégicos.
No mesmo período, 534 casos foram notificados, dos quais 344 já foram descartados após exames, dois confirmados como autóctones e não houve registro de óbitos.
Rádio Educadora/Radar BO