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Operação fecha casas noturnas e resgata mulheres paraguaias em Santa Helena e Entre Rios do Oeste

A Polícia Federal realizou a segunda fase da Operação Falsa Promessa, que apura um esquema de tráfico internacional de mulheres para exploração sexual no Oeste do Paraná.

As ações ocorreram nos municípios de Santa Helena e Entre Rios do Oeste.

Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão no distrito de São Clemente, em Santa Helena, além de um mandado de prisão preventiva contra uma mulher apontada pelas investigações como responsável pelos estabelecimentos envolvidos no esquema.

Também foi determinada pela Justiça a interdição cautelar de três casas noturnas localizadas nas duas cidades.

No decorrer da ação, os policiais federais resgataram oito mulheres paraguaias e três crianças, entre elas uma bebê de colo.

Segundo a investigação, as vítimas eram atraídas ao Brasil por meio de promessas enganosas de trabalho e melhores condições de vida.

De acordo com a Polícia Federal, ao chegarem ao país, as mulheres passavam a sofrer restrições de liberdade, intimidações, retenção de documentos pessoais e cobrança de dívidas consideradas fraudulentas.

As investigações também apontam que os responsáveis pelos estabelecimentos ficavam com parte ou até mesmo com a totalidade dos valores obtidos pelas mulheres nos programas.

A nova fase da operação foi desencadeada após os investigadores identificarem que as vítimas estavam sendo transferidas entre diferentes estabelecimentos para dificultar sua localização e eventual resgate pelas autoridades.

A mulher presa foi encaminhada à Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu.

As três casas noturnas investigadas foram fechadas e interditadas por determinação judicial.

Das mulheres resgatadas, quatro optaram por permanecer no Brasil e ingressar em programas de acolhimento e proteção.

As demais decidiram retornar ao Paraguai com o apoio do consulado paraguaio.

A investigação continua e apura crimes como tráfico internacional de pessoas para exploração sexual, redução à condição análoga à escravidão, rufianismo e manutenção de estabelecimento destinado à exploração sexual.

 

(Rádio Educadora/Com Inf. Assessoria PF)

Por | Postado em: 31/05/2026 - 09:20
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