A organização criminosa Tren de Aragua, originária da Venezuela, já está instalada no Brasil e passou a atuar em parceria com facções nacionais, especialmente o Primeiro Comando da Capital (PCC). A expansão ocorre por meio de acordos voltados ao tráfico de drogas, controle territorial e uso de rotas internacionais, segundo investigações policiais e processos judiciais.
Levantamentos indicam que o grupo avançou para ao menos seis estados brasileiros, utilizando uma estrutura flexível, com alianças pontuais e redes de logística e proteção.
Além da internalização de drogas, a facção também explora atividades paralelas, como o tráfico de mulheres venezuelanas para exploração sexual no país.
A parceria com o PCC é considerada pragmática. Enquanto o Tren de Aragua oferece acesso a rotas internacionais e mão de obra, o PCC fornece capilaridade, domínio territorial e gestão do varejo do tráfico.
O resultado é o aumento da circulação de cocaína, com impactos diretos na criminalidade de fronteiras e capitais.
A conexão aparece em processos judiciais, como um caso em Roraima, no qual dois venezuelanos foram presos em flagrante com cocaína e crack.
De acordo com a Delegacia de Repressão às Organizações Criminosas , membros do grupo chegaram inicialmente ao país passando-se por refugiados, mas, com o tempo, passaram a disputar territórios, o que coincidiu com o aumento de homicídios .
Investigações também apontam conexões com outras facções, como o Comando Vermelho, além do fornecimento de armas e do transporte de cocaína da Colômbia via território venezuelano.
Outro braço da organização envolve o tráfico humano.
As autoridades afirmam que a atuação transnacional do Tren de Aragua deixou de ser um fenômeno externo e passou a impactar diretamente a segurança pública no Brasil, com investigações e condenações em curso.
(RaadioEducadora/ com inf. Catve.com/ Metrópoles)